Tubarão – Anatomia, Comportamento, Tubarão pré-histórico


O que é tubarão?

É um peixe cartilaginoso que vive, em sua maioria, no mar e é conhecido como predador. Este animal tem fendiduras branquiais localizadas às costelas do seu corpo. Seu esqueleto é composto por cartilagens e os tubarões possuem uma boca com diversas filas de dentes. A respiração do tubarão é feita pelas branquias. Atualmente, são reconhecidas trezentas e setenta e cinco espécies de tubarão, chegando a medir dez metros de comprimento. O maior da espécie é o tubarão baleia.

Origem da palavra(etimologia)

A palavra em português, e “tiburón”em espanhol são bastante parecidas e não possuem uma etimologia concreta. Durante as Grandes Navegações, portugueses e espanhóis exploravam as águas tropicais e se deparavam com tubarões, acredita-se que a palavra tenha origem desta época. Há fontes que indicam ser uma palavra de origem tupi-guarani, mas não há registros oficiais sobre o assunto. Uma última hipótese, seria uma derivação do alemão “schorck”, uma variante de “schurke”, que significa vilão. Esse termo foi usado para denominar o tubarão, devido a sua fama de predador.

Anatomia

Dentes

Dentes de tubarão não são ligados diretamente ao maxilar, eles são ligados às gengivas e são substituídos ao longo da vida. A troca de dentes acontece quando as linhas de dentes substitutos nascem em um sulco na parte interna da mandíbula e avançam progressivamente, como em uma “escada rolante”. Os tubarões podem perder em média 6.000 dentes por ano. Durante toda sua vida, podem perder 30.000 dentes. A taxa de substituição de dentes varia, pode ser de uma vez ou a cada oito ou dez dias, em vários meses. Na maioria das espécies de tubarão, os dentes são substituídos um de cada vez.

O formato do dente  varia conforme a dieta do animal. Os tubarões que se alimentam de crustáceos e moluscos têm dentes densos e achatados para esmagarem. O tubarão que come peixe tem dentes afiados para segurar a presa. E aqueles que se alimentam de seres maiores, como mamíferos, possuem os dentes inferiores pontiagudos para prender e os dentes superiores triangulares e com bordas serrilhadas para cortar. Os dentes do tubarão que se alimenta de plâncton, como o tubarão-elefante, são menores e não funcionais.

EsqueletoTubarão desenho

Apesar de ser um animal vertebrado, o esqueleto do tubarão é bem diferente dos peixes ósseos e vertebrados terrestres. O tubarão tem seu esqueleto formado por cartilagem e tecido conjuntivo. A cartilagem é flexível e possui cerca de metade da densidade do osso. A vantagem disso é que reduz o peso do esqueleto, reduzindo o gasto de energia. No entanto, para um tubarão mais velho, a cartilagem pode ser parcialmente calcificada, tornando-a mais parecida com um osso e mais pesada. O tubarão não possui caixa toráxica e, assim, em terra, o próprio peso dele pode esmagá-lo.

Mandíbula

A mandíbula do tubarão não é encaixada ao crânio. Por isso, necessitam de suporte extra, já que fazem uso de força e precisam de sustentação devido ao estresse físico. Ele tem as chamadas “tésseras”, que são blocos cristalinos de sais de cálcio, que dão exatamente esse suporte extra para a mandíbula.


Normalmente, os tubarões têm só uma camada de tésseras, mas as mandíbulas de um tubarão de grande porte pode ter de duas a três camadas. As mandíbulas de um grande tubarão branco, por exemplo, chegam a ter até cinco camadas. Na parte frontal do focinho, a cartilagem pode ser flexível e esponjosa para absorver os impactos. Por ter sua mandíbula superior móvel, a mordida de um tubarão pode ser letal.

Barbatanas

O esqueleto das barbatanas é alongado e possui uma proteína elástica, parecida com a queratina dos cabelos. A maioria dos tubarões têm até oito barbatanas. O tubarão só pode se desviar de objetos contornando-os, já que suas barbatanas não permitem que ele nade para trás.

Escamas placoides

As escamas de um tubarão funcionam como um esqueleto externo, que fixa os músculos de nado e economiza energia. Suas escamas placoides dão a eles, a vantagem de reduzir a turbulência enquanto nadam.

A pele dos tubarões é tão áspera quanto uma lixa, devido a ação dessas escamas, sendo também outra maneira de ferir as presas. As indústrias têm usado sua pele para produção de ferramentas. No Japão, os fabricantes tradicionais de katana usam a pele do tubarão para revestir o punho da espada e torná-la menos escorregadia.

Cauda

A cauda do tubarão serve para promover impulso e velocidade ao animal. As caudas variam de acordo com a espécie e é adaptada para cada uma delas. Os tubarões, como são peixes cartilaginosos, possuem pouco impulso, portanto suas caudas são as chamadas nadadeiras heterocercais. Isso oferece agilidade para curvas, lentas ou rápidas.

Reprodução

O tubarão atinge a maturidade sexual de forma tardia, em comparação a outros peixes. Os tubarões-limão, por exemplo, começam a se reproduzir com 13 ou 15 anos de vida. A reprodução acontece de forma sexuada, pela fertilização interna. A parte dorsal da nadadeira pélvica de um tubarão macho possui o chamado “clásper”, um órgão análogo ao pênis dos mamíferos. Apesar do acasalamento dos tubarões ser raramente observado, acontece da seguinte maneira: os animais nadam paralelamente, o macho insere o clásper na fêmea e ocorre a fecundação. Em outras espécies mais flexíveis, o tubarão macho acasala-se curvado em torno da fêmea.

As fêmeas em muitas das espécies de maior porte têm marcas de mordidas que parecem ser o resultado de um agarrão dos machos para manter a posição durante o acasalamento. As marcas de mordidas também podem demonstrar um comportamento de namoro: o macho pode morder a fêmea para mostrar o seu interesse. Em algumas espécies, a pele das fêmeas evoluiu, se tornando mais espessa para suportar estas mordidas.

Filhotes

Depois da fecundação, o tubarão apresenta três formas de gerar os filhotes: oviparidade, viviparidade e ovoviviparidade.

Oviparidade

Essa é a forma mais comum da reprodução dos peixes, na qual eles colocam seus ovos na água. Os tubarões ovíparos colocam um saco de ovos, com a consistência de couro, que protege os embriões em desenvolvimento. Após o nascimento dos filhotes, o saco fica vazio e é conhecido como “bolsa de sereia” e podem até ser levados até a terra pelas marés.

Viviparidade

Esse é o modo mais parecido com a gestação dos mamíferos. O tubarão mantém um vínculo placentário com os embriões em desenvolvimento. Os jovens nascem vivos e funcionando perfeitamente.

Ovoviviparidade

A maioria dos tubarões se reproduzem desta maneira. Os ovos rompem no oviduto, que fica dentro do corpo da fêmea. A gema do ovo e os fluidos do oviduto alimentam os embriões. Como na viviparidade, os filhotes nascem vivos e funcionando perfeitamente. A mãe choca esses ovos até os embriões atingirem um tamanho relativamente grande, antes do nascimento. Para sua proteção, a maior parte dos tubarões ovovivíparos dá à luz em áreas mais protegidas, como baías e recifes rasos. Essas áreas são escolhidas pois protegem a fêmea de predadores e possuem alimentos em abundância.

Comportamento

Contrariando o senso comum de que tubarões são caçadores solitários, essa crença se aplica somente a algumas espécies de tubarão. A maioria dos tubarões vivem de forma sedentária na zona bentônica, a região marinha próxima ao fundo do oceano. Mesmo os tubarões solitários percorrem milhares de quilômetros por ano, afim de encontrar áreas ricas para caça e reprodução.

Um tubarão pode ser altamente social, vinvendo em grandes grupos. Há também uma hierarquia entre as diferentes espécies de tubarão. Um exemplo são os tubarões sedosos, que durante a refeição demostram um certo medo de tubarões-brancos do mesmo tamanho. Quando se sentem ameaçados, alguns tubarões emitem um sinal de alerta para avisar ao grupo da chegada do predador.

Conservação dos tubarões

Estima-se que 100 milhões de tubarões são mortos por pessoas a cada ano, devido à pesca comercial e recreativa.[124][125] A carne de tubarão é considerada um alimento comum em muitos lugares, incluindo Japão e Austrália.

Devido à pesca comercial e recreativa, cerca de 100 milhões de tubarões são mortos por ano. A carne de tubarão é um alimento comum em alguns países, como Japão e Austrália. A pele e os dentes de tubarão também são comercializados para produção de ferramentas e outros instrumentos.

Isso gera um desequilibrio ambiental muito grande. O tubarão é um predador topo de cadeia alimentar, eles controlam a população de suas presas e das presas de suas presas. No oceano, os tubarões tem a função de equilibrar as populações de todas as espécies.

Ao diminuir a população de tubarões no oceano, são encontrados danos e alterações ao habitat e poluição (já que as populações de herbívoros e outros peixes que contribuem para a limpeza do oceano se multiplicariam, entrando em desequilibrio). Além disso, como vimos acima, a reprodução dos tubarões demora um tempo considerável para acontecer. Assim, não conseguem se reproduzir na mesma velocidade em que são predados pelos humanos.

De acordo especialistas em tubarões da IUCN, 24% das espécies de tubarão podem ser extintas em breve. Por esses motivos, a preservação dos tubarões são tão importantes.

Tubarão pré-histórico

Um dos tubarões mais antigos é o Cladoselache, com cerca de 370 milhões de anos. Esse tubarão foi encontrado em Ohio, Kentucky e no Tennessee, nos registros geológicos da Era Paleozoica. Esse tubarão media apenas 1 metro de comprimento e tinha rígidas barbatanas triangulares e uma mandíbula fina. Seus dentes eram pontudos e não eram substituídos com a frequência que são hoje. Suas barbatanas caudais tinham uma forma semelhante a do tubarão-branco e do tubarão-mako.

A maioria dos fósseis de tubarão é datada de cerca de 300 a 150 milhões de anos. Podem ser atribuídos a dois grupos, os Xenacanthida que viviam, em sua maioria, em água doce. Esse grupo foi extinto por volta de 220 milhões de anos atrás. O outro grupo, dos Hybodontiformes, surgiram há cerca de 320 milhões de anos e viveram nos oceanos.


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