Sofistas – O que são? Características, Principais Sofistas Gregos

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Características gerais da sofística

Os sofistas, e toda a escola e pensamentos sofísticos, surgiram em uma Grécia que sofria grandes transformações de pensamentos, quando a imagem do Homem e da razão (logos) começam a ser fundamentos e destaques.

Uma das principais características dos sofistas é a utilização da racionalidade para compreender os fatos, seja eles de cunho racional, seja de cunho irracional. Porém, mesmo com esse pensamento e alternância que a escola causou, eles não são considerados filósofos em relação aos ideais de Platão. Pois, diante do platonismo, acredita-se que a sofística não procurava a verdade e fugia da realidade.

Os sofistas ampliaram a ideia de Paidéia na época, da qual a pessoa deveria estudar e ter uma formação com base em gramática, retórica, dialética e conhecimento enciclopédico. Agora, adultos também deveriam seguir a Paidéia, conseguindo preparar as pessoas para uma vida mais política e argumentativa.

Características comuns aos sofistas

Oposição entre natureza (phýsis) e cultura (nómos)

Diante de estudos históricos, os sofistas se concentravam em entender os conceitos filosóficos de problemas que os homens e a natureza sofriam. Eles entenderam que tudo que a natureza dá não pode ser alterado. Porém, o que é formado pela cultura ou linhagem pode ser alterado.

Relativismo

A escola sofistica era relativa perante a temas como política, religiões e hábitos, pois considerava todos esses fatores culturais e que poderiam sofrer alterações.

Sofistas colocavam em prova se as leis, seguimentos religiosos e algumas atitudes eram realmente necessárias para certas cidades, culturas e povos ou se necessitavam de mudanças.

A existência dos deuses

Os sofistas achavam que a existência de deuses não era tão plausível, apesar de eles não negarem totalmente que a imagens divinas existam, bem próximo de um pensamento agnosticismo.

A escola sofística crê que, se os deuses existissem, eles não possuem formas e atitudes como de humanos.

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Principais Sofistas

A natureza da alma

Os sofistas acreditavam que a alma poderia ser modelada com conhecimentos e ideias que venham de fora. Para eles, as pessoas, por possuírem alma de natureza passiva, podem ser facilmente manipuladas por um discurso cativante. E, assim, a escola sofística tentava dar conhecimento para o ser humano a fim de ajudar aqueles que estão falando para um grande público.

A relação discursiva e oradora do ser humano é algo muito importante para os sofistas.

Rejeitam questões metafísicas

Os sofistas deixam de lado qualquer ideia e pensamento sobre origem, vida após a morte e afins. Pois, acreditavam que era muito mais importante o viver de agora, com as necessidades e preocupações reais que o humano tinha e precisava ser resolvidas.

A habilidade de argumentar

Apesar de contradições, o auge da democracia, que se consolidava cada vez mais, fez com que os sofistas defendessem, até o fim, a real importante da argumentação em público. Conseguir abordar e falar de seus ideais e fazer outras pessoas entenderem e concordarem com o que você está falando era uma das principais características apresentadas pela escola sofística.

Antilógica

A antilógica, é criticada negativamente por Platão e Aristóteles, eles ensinavam os jovens a entenderem sobre um assunto e defender sua opinião. Logo depois, defender o contrário do que achavam ‘certo’.

O sofismo como uma prática positiva

Apesar de diversos julgamentos e críticas negativas que a escola sofreu, os sofistas foram um marco muito importante para o desenvolvimento e avanço filosófico.

Diversos analistas e historiadores buscam encontrar o lado positivo do sofismo, fugindo e quebrando as críticas feitas por Platão e Aristóteles. O próprio platonismo, apesar de ser bem crítico aos sofistas, possuía influências da escola sofística. Também é estudado que Sócrates e os seus discípulos só existiram, diante dos seus pensamentos, graças ao sofismo. Pois, eles foram os percursores do afastamento do homem da religião.

 

Sofista significa, em uma tradução direta, algo como amigo da sabedoria, logo sofistas significariam aquele que possuí e transmitia a sabedoria. Por isso, a escola sofística passava o conhecimento para quem pagasse e quisesse aprender um novo conhecimento.

O êxito positivo dos sofistas ocorreu pela permissão que Péricles cedeu para eles, fazendo a escola evoluir, e obter e transmitir conhecimentos.

Por fim, a escola sofística foi essencial para expandir o Hélade e a necessidade de políticos terem certos conhecimentos essenciais.

O sofismo como uma prática negativa

Algumas faltas de informações e críticas negativas de filósofos renomeados fazem os sofistas possuírem uma visão negativa e gama de rejeição.

Tanto Platão, como Aristóteles tinham visões mercenárias dos sofistas. Pois, eles cobravam para expandir seus ensinamentos. Aristóteles cita a escola sofística como negociante e que utilizam o ideal de filósofos somente como aparência.

Outro crítico ferrenho da escola sofística foi Isócrates. Ele, além de criticar o fato deles cobrarem, dizia que os sofistas enganavam muitas pessoas. Pois, não conseguiam ensinar boa parte dos ensinamentos que prometia.

Por fim, Aristófanes também possuía uma visão bem negativa dos sofistas. Para ele, a escola sofística se utilizava dos seus conhecimentos para ensinar a manipulação, degenerando a sociedade.

Sofistas e a democracia

Os sofistas foram os primeiros a ‘abrirem os olhos’ para a importância da oratória e persuasão na política. Diante disso, a escola sofística aparece como uma maneira de ensinar as melhores técnicas para o desenvolvimento da fala para um grande público.

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Para os sofistas, o domínio social com a persuasão era necessário e muito importante.

A educação sofística

O sofistas queriam formar jovens para a vida política se baseando em ensinamentos sobre filosofia, oratória, crítica e construção de argumentos. Criou-se, assim, uma revolução dos pensamentos na Grécia.

A segunda sofística

A segunda sofística foi o renascimento literário no império romano de tradições gregas. Os segundos sofistas eram um pouco diferentes dos primeiros, pois não se focava tanto na oratória como forma de argumentação.

Não se afirma 100% se essa segunda sofística realmente foi real. Pois, muitos dizem que é somente uma invenção da obra ‘Vida dos Sofistas’.

Principais Sofistas Gregos

Protágoras

Talvez um dos sofistas mais lembrados por historiadores, foi dos mais relativistas da escola sofística, levando o conhecimento de alteração de leis e culturas diante da região ou lugar que elas estarão apresentadas.

Protágoras teve que fugir de Atenas, pois foi chamado de ateísta, prática e pensamento totalmente inaceitável naquela época.

Górgias

Górgias fez parte da primeira geração formada de sofistas. Sendo considerado um dos principais discípulos de Empédocles, ele viajou muito, como todos da escola sofística. Ele tentou demostrar seus conhecimentos por todas as cidades e povos.

Górgias ficou muito marcado por interagir com a plateia e alunos, tirando todas as dúvidas apresentadas.

Ele ficou conhecido por ter inventado e espalhado a retórica.

Hipías

Pouco se sabe sobre Hipías, somente se baseando em materiais históricos de Platão. Nesses contam que ele era um homem muito sábio e com ótima memória. Porém, que se gabava por fazer parte dos sofistas e ter ganho muito dinheiro.

Diante ainda dessas memórias de Platão, Hipías passa uma imagem de ‘sabichão’ que entendia de tudo e profundo conhecedor da vida.

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