Romantismo – O que é? Características, Contexto Histórico, Resumo


O que é romantismo?

Romantismo foi um movimento artístico que teve influência na literatura e nas várias expressões da arte no século XIX. Esse termo tem como objetivo narrar uma situação que engloba o universo romântico e poético.

O romantismo está aliado ao afeto, paixão, sensibilidade. O mundo cor de rosa durante a juventude feminina está inteiramente relacionado ao romantismo. Ele surgiu devido as mudanças de mentalidade que aconteceram no final do século XVIII.

O romantismo foi marcado pela volta ao mundo medieval e uma negação ao classicismo grego. O termo “romântico” foi usado pela primeira vez por volta de 1750 na Inglaterra. No início ele era demonstrado de forma pejorativa em relação a novelas pastoris e de cavalaria.

Porém, mais tarde o seu sentido debochado foi anulado, sendo usado por Rousseau (filósofo) como sinônimo de pitoresco ou sendo utilizado para narrar uma sensação boa provocada por uma paisagem.

Características do Romantismo

Individualismo

Os românticos abandonam-se da obrigação de seguir formas reais de intuito humano, abrindo espaço para a declaração da individualidade. Essa muita das vezes estabelecida por emoções e sentimentos.

Subjetivismo

O romancista fala dos assuntos de forma pessoal, de acordo com sua opinião sobre o mundo. O subjetivismo pode ser visto através do uso de verbos na primeira pessoa.


O subjetivismo expressa uma opinião parcelada, concedida por um indivíduo que apoia seu ponto de vista naquilo que as suas sensações percebem. Com absoluta liberdade, o artista romântico não teme em expor suas emoções pessoais, em fazer delas o assunto sempre retomado em sua obra.

Idealização

Obra do romantismo
John William Waterhouse, The Lady of Shalott, 1888

A idealização é quando o autor fica empolgado com a sua criatividade e idealiza temas. É visto como exagero em determinadas características, por exemplo.

Na idealização, a mulher é vista como uma moça virgem, frágil e completamente indefesa. O índio é visto como um herói nacional, tendo a noção de pátria idealizada.

Sentimentalismo exacerbado

Quase todos os poemas românticos usam e abusam do sentimentalismo exacerbado. Essa escola literária é instigada pela emoção, sendo as mais comuns a saudade, desilusão e tristeza.

Os poemas são expressões de sentimentos do poeta, contendo nele as suas emoções mais intimas como relato sobre uma vida, uma situação, um contexto.

O romântico costuma analisar e expressar a realidade através dos seus sentimentos. Ele acredita que só sentimentalmente se consegue mostrar aquilo que acontece em seu interior. A emoção está sempre acima de tudo.

Egocentrismo

Como o próprio nome já diz, o egocentrismo é a imposição do ego no centro de tudo. Diversos artistas românticos colocam em seus poemas e textos, os seus sentimentos, estando eles acima de tudo.

Podemos destacar que o egocentrismo trata-se do subjetivismo de forma exagerada.

Natureza interagindo com o eu lírico

A natureza, no romantismo, tem como intuito mostrar aquilo que o eu lírico está sentindo no momento descrito. Como a natureza pode estar presente em todas as estações do ano, é fácil englobá-las nos textos.

Falar sobre paisagens, tempestades e dias ensolarados, por exemplo, são importantes para o texto. Ela funciona como a expressão mais pura do estado de espírito do poeta. A natureza interagindo com o eu lírico é diferente do Arcadismo, onde a natureza é simplesmente mera paisagem.

Grotesco e sublime

Essa característica tem como objetivo unir o belo e o feio. Diferente do Arcadismo, onde o intuito é a idealização do personagem principal, fazendo com que a imagem seja associada a perfeição.

Como exemplo do grotesco e sublime, temos o conto de fadas “A Bela e a Fera”, onde a princesa se apaixona por uma criatura horripilante. Ela se apaixona pelo seu interior, essa é a junção do grotesco e o sublime.

Medievalismo

Romantismo obras
Philipp Otto Runge, The Morning, 1808

Alguns românticos se importavam pela origem de seu povo, de sua língua e de seu próprio país. Na Europa, eles viram no cavaleiro fiel à pátria uma ótima referência de mostrar as culturas de seu país.

Os poemas do Medievalismo levam esse nome, pois eram do período medieval e representavam grandes guerras e batalhas.

Indianismo

É o medievalismo “adaptado” ao Brasil. Como os brasileiros não tinham um cavaleiro para idealizar, os escritores apadrinharam o índio como o ídolo para a origem nacional e o colocam como um herói.

O indianismo resgatava o ideal do “bom selvagem” , onde a sociedade apodrece o homem e o homem perfeito seria o índio, que não tinha nenhum contato com a sociedade europeia.

Romantismo nas belas artes

As primeiras expressões românticas na pintura aconteceram quando Francisco Goya passou a pintar depois de começar a perder a audição. Um quadro de temática neoclássica como Saturno devorando seus filhos, por exemplo, tinha uma série de emoções para o público que o fazem se sentir inseguro e angustiado.

Goya faz um jogo de luz-e-sombra, linhas de composição diagonais e pinceladas fortes para dar enfase a situação dramática exposta. Apesar de Goya ter sido um acadêmico, o romantismo somente chegou à Academia posteriormente.

O francês Eugène Delacroix é classificado um pintor romântico por excelência. Sua tela A Liberdade Guiando o Povo conta com o vigor e o ideal românticos em uma obra que estrutura-se em um turbilhão de formas. O tema são os revolucionários de 1830 guiados pelo espírito da Liberdade.

A busca pelo diferente e pelo selvagem é outra característica essencial do romantismo. Eram exaltados as sensações distantes, os paraísos artificiais e a natureza na sua forma mais bruta.

Géricault foi um dos grandes nomes do romantismo nas belas artes. A sua obra A Jangada da Medusa, pintada por volta de 1819, contava com mistura entre os elementos barrocos, o naturalismo e o dramatismo pessoal das personagens. É considerado uma das mais emblemáticas pinturas do movimento romântico

Romantismo na literatura

Romantismo na literatura ocorreu no final do século XVIII, na Europa, quando determinados escritores deixaram as regras de composição e estilo dos autores clássicos, e passaram a falar da natureza, do sofrimento amoroso num tom pessoal e repleto de melancolia, de modo que a literatura tenha uma forma de desabafo sentimental.

Essa nova tendência iniciou na Alemanha, posteriormente na Inglaterra e França, em seguida estendeu-se para outros países. Os escritores passaram a narrar os tempos medievais, supervalorizando os heróis e as tradições populares.

No século XIX, o Romantismo atinge o seu ápice, tornando-se uma linha marcante do Romantismo como estilo de época.

Romantismo na música

Os primeiros indícios do romantismo na música surgiu com Beethoven. Suas sinfonias, a partir da terceira, mostram uma música com temática extremamente pessoal e interiorizada.

Outros compositores como Chopin, Tchaikovsky, Felix Mendelssohn, Liszt, Grieg e Brahms levaram ainda mais adiante o ideal romântico de Beethoven, deixando classicismo para escreverem músicas que tinham mais a ver com os seus sentimentos.

Na ópera, os compositores mais renomados foram Verdi e Wagner. O primeiro pelas óperas, em sua maioria, com conteúdo épico ou patriótico. O segundo focava nas histórias mitológicas germânicas e sagas medievais.

Romantismo em Portugal

A primeira geração do romantismo em Portugal foi de 1825 a 1840. Seus autores principais são Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Antônio Feliciano de Castilho.

Já a segunda geração, ultra-rom-ntica, foi de 1840 a 1860 e tem como autores principais, Camilo Castelo Branco e Soares de Passos.

A terceira geração, pré-realista, vai de 1860 a 1870, e teve como autores marcantes Júlio Dinis e João de Deus.

Romantismo no Brasil

O Romantismo no Brasil surgiu do processo sócio cultural devido a independência política, que foi proclamada em 1822. Com o novo público leitor, as instituições universitárias e o nacionalismo do qual os escritores foram os principais intérpretes.

Os valores do Romantismo europeu enquadram-se às exigências ideológicas dos escritores brasileiros. Que tinham sua interpretação no indianismo, na natureza e na forma brasileira de escrever. O Romantismo sentimental também teve sua representação, no livro “Os Maias” de Eça de Queiroz.

Diferenças entre o Classicismo e o Romantismo

As principais diferenças do Classicismo e o Romantismo são:

Classicismo

Antigo regime: Aristocracia.

Antropocentrismo:- busca dos valores universais: o bem, a beleza, o amor etc. – racionalismo.

Disciplina: – obediência a regras. – imitação dos modelos clássicos. – supressão das regras clássicas.

Valorização da antiguidade clássica: – mitologia pagã -elitização da arte

Romantismo

Novo regime: Burguesia .

Egocentrismo:- expressão dos valores individuais, confissão dos sentimentos. – emocionalismo.

Liberdade: – supressão das regras clássicas. – originalidade expressiva.

Temas populares, folclore: – popularização da arte.

Nacionalismo

Romantismo
Eugène Delacroix, The Death of Sardanapalus, 1827

O nacionalismo romântico é uma forma na qual o Estado deriva sua originalidade política em decorrência orgânica da unidade dos indivíduos que este governa.

Isto integra, da maneira particular da prática, a língua, a raça, a cultura, a religião e os costumes da “nação” em seu sentido principal de conjunto de pessoas “nascidas” dentro da cultura.

Entre os fundamentais temas do romantismo, e seu legado mais longo, os objetivos culturais do nacionalismo romântico também foram importantes na arte pós-Iluminismo e na filosofia política.

O nacionalismo foi uma questão fundamental do romantismo, impondo seu papel, suas formas de expressão e seus significados.

Gerações Românticas

1ª fase Romântica

Essa primeira fase era voltada para a natureza, a volta ao passado histórico e ao medievalismo. É criado o herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a intitulação de geração indianista.

O sentimentalismo e a religiosidade são outras características presentes nessa primeira fase.

2ª fase Romântica

Também conhecida como ultrarromântica, essa fase recebeu a qualificação de mal do século pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.

Os representantes dessa fase eram bastante pessimistas, e por levar uma vida desregrada, vivendo em ambientes sombrios e úmidos e fazendo parte da boemia, morriam de forma precoce em razão de doenças adquiridas pelos maus costumes.

3ª fase Romântica

Essa fase é voltada para o social. Tem como seu principal representante o poeta Castro Alves, popularmente conhecido como o poeta dos escravos.

Já a ideologia referente a essa fase tem no poeta francês Vítor Hugo sua fonte de inspiração, sobretudo pela sua grandiosa criação, Os Miseráveis.

 

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