Revolução Francesa – O que é? Resumo, Causas e Consequências

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O que é revolução francesa?

A Revolução Francesa, teve inicio no dia 17 de junho de 1789. Foi um movimento impulsionado pela burguesia, tendo a participação dos camponeses e das massas urbanas que viviam na miséria.

Esse movimento marcou o fim da Idade Moderna, abrindo o caminho para uma nova sociedade com a criação do Estado democrático. Esse período foi revolucionário, pois a França era regida por um regime absolutista. Os franceses eram obrigados a pagarem impostos altos, para poderem sustentar os luxos e regalias da nobreza.

Com a forte influência dos Iluministas, o terceiro estado quis dar um basta na opressão do absolutismo. A Revolução Francesa foi marcada pela passagem para a Idade Contemporânea.

Causas

São vários fatores no Antigo Regime que levaram á Revolução Francesa. Uma das principais causas era a pobreza, a má gestão econômica, fatores ambientais e as ideias politicas do iluminismo.

A economia do Antigo Regime vivia instável, onde havia pequenas colheitas que duraram diversos anos e um sistema de transporte inadequado ajudavam a tornar os alimentos mais caros.

Após a entrega britânica na Batalha de Saratoga, os franceses mandaram 10.000 soldados e milhões de dólares aos rebeldes. Por mais que tenha conseguido independência para as Treze Colônias, o país estava com muitas dívidas originadas pela Guerra Revolucionária Americana.

Por ter um sistema financeiro ineficiente, a França não poderia financiar a dívida. Diante dessa crise, o rei convocou um Estado Geral, indicado pela Assembleia dos Notáveis em 1787 pela primeira vez em mais de um século.

Com uma depressão econômica que não tinha comida suficiente para o povo. Como acontece com a maioria monarquia, a elite estava segura de uma vida estável, onde os ricos ficavam cada vez mais ricos, quanto a população mais pobre morriam de fome.

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A indignação foi tanta, pelo fato dos trabalhadores não conseguirem alimentar suas famílias e o país se tornou muito violento. O roubo e á prostituição foram os caminhos escolhidos para que pudessem se manterem vivos.

Além da desigualdade social, ressentimentos e aspirações devido ao surgimento dos ideais do Iluminismo, assim como ressentimentos da influência da igreja Católica sobre políticas e instituições públicas também contribuíram para a Revolução Francesa.

Fases da Revolução FrancesaRevolução Francesa

Primeira fase (1789 – 1792): Monarquia Constitucional;

Segunda fase (1792 – 1794): Convenção – 1792/1793 e Terror;

Terceira fase (1794 – 1799): Diretório.

Monarquia Constitucional

Queda da Bastilha

Depois da Assembleia Nacional, o rei dispensou o ministro Jacques Necker, que era famoso por suas posições reformistas. Diante disso, a população se mobilizou e tomou as ruas da cidade.

O rei decidiu fechar a Assembleia, porém não conseguiu. Com isso o Conde de Artois (futuro Carlos X) e outros dirigentes reacionários, defrontados a tais ameaças, fugiram do país, transformando-se no grupo dos émigrés.

A burguesia ficou com medo de que o povo aproveitasse a queda do antigo sistema para recorrer á ação direta, estabelecendo um governo provisório local. Logo mais, toda a França foi constituída unidades da milícia e governos provisórios.

Outros acontecimentos fizeram com que a população tomassem as ruas e constituíram-se as Milícias de Paris (militares populares). Esses populares armados invadiram o Arsenal dos Inválidos em busca de munições. Em seguida, invadiram a Bastilha com a intenção de se apoderarem da pólvora que lá estavam armazenadas.

A Queda da Bastilha provocou profunda emoção nas províncias e adiantou a queda dos intendentes. Após isso, a revolução ficou ainda mais violenta, onde os camponeses roubaram as propriedades feudais e invadiram cartórios e castelos. Foi um período de completo radicalismo.

Assembleia Nacional Constituinte

O período da Assembleia Constituinte aconteceu de 9 de julho de 1789 a 30 de setembro de 1791.

As primeiras ações dos revolucionários deram-se quando se proclamou “Assembleia Nacional” na reunião do Terceiro Estado, que logo depois, se tornou “Assembleia Nacional Constituinte”.

Após o radicalismo provocado com a tomada da prisão da Bastilha, a Assembleia suprime todos os privilégios das comunidades e das pessoas, as imunidades provinciais e municipais, as banalidades, e os direitos feudais.

Logo depois foi aprovada, a solene “Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão”.

Fim do feudalismo e ascensão do secularismoCausas da Revolução Francesa

A Assembleia Nacional Constituinte aprovou a legislação, colocando fim no regime feudal e senhorial e suprimido o dízimo.

Inspirada na Declaração de Independência dos Estados Unidos e divulgada em, a primeira Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi a condensação do pensamento iluminista liberal e burguês.

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Através desse documento, era possível ver claramente a influência da Revolução Americana, onde era defendido o direito de todos á liberdade, propriedade e da resistência á opressão. Porém a desigualdade social e de riqueza continuava existindo.

Em tese, esses critérios foram substituídos pelo dinheiro e pela propriedade, que, passaram a garantir, a seus detentores, prestígio social.

Pressionado pela opinião pública, Luís XVI deixou Versalhes, estabelecendo-se no Palácio das Tulherias, ali o monarca era mais acessível às massas parisienses.

Nesse período a imprensa tinha papel fundamental nos acontecimentos políticos. A nobreza conservadora e o alto clero abandonaram a França, fugindo para países absolutistas.

O governo chegou a desapropriar bens da Igreja para quitar o déficit público e passaram majoritariamente às mãos da burguesia, restando, aos camponeses, as propriedades menores, que puderam ser adquiridas mediante facilitações.

Em setembro de 1791, foi divulgada a primeira Constituição da França que resumia as realizações da Revolução. Foi implantada uma monarquia constitucional. O rei perdeu seus poderes absolutos e criou-se uma efetiva separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Nesse momento, foram concedidos direitos civis completos aos cidadãos, onde foi dividida em ativos e passivos. Somente os cidadãos ativos, que pagavam impostos e possuíam dinheiro ou propriedades, participavam da vida política. Era o voto censitário. Os passivos eram os não votantes, como mulheres, trabalhadores desempregados e outros.

A Constituição de 1791 despontou, na França, para o surgimento de uma sociedade burguesa e capitalista no lugar da anterior, feudal e aristocrática.

Assembleia Legislativa

Em 1791, teve inicio a fase chamada de Monarquia Constitucional, onde as cadeiras da Assembleia Legislativa foram ocupadas praticamente por pessoas da burguesia.

Os rebeldes, a pequena e média burguesia sentiam-se enganadas. Os camponeses, desesperados, porque tinham de pagar pelo fim  dos direitos feudais e retomaram a violência.

A retirada dos bens da Igreja e a Constituição do Clero, que concebiam com que os religiosos terminassem com o papado, levaram a maior parte do clero para o campo da contrarrevolução.

Mesmo com todas essas dificuldades, a alta burguesia ainda se mantinha no poder. Os revolucionários tinham como lema: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

Queda da Monarquia

Os emigrados e as monarquias absolutistas criaram uma aliança designada a restaurar, na França, os poderes absolutos de Luís XVI. A alegação era de que havia necessidade de se restaurar a dignidade real da França.

Em 1792, a Assembleia Legislativa aprovou uma declaração de guerra contra a Áustria. De modo que para a burguesia a guerra seria breve e vitoriosa. Já para o rei e a aristocracia seria a esperança de retorno ao velho regime.

Entre 2 e 6 de setembro de 1792, são massacrados os padres refratários, os suspeitos de atividades contrarrevolucionárias e os presos de delito comum das prisões de Paris.

Essa matança instaurada durou por vários dias sem que as autoridades pudessem intervir. Esse momento ficou conhecido como “massacres de Setembro”, marcando uma página importante da Revolução.

No dia 20 de setembro, aconteceu o improvável: as tropas revolucionárias, famintas, mal vestidas, mas com força e determinação, venceram ao som da Marselhesa (o hino da revolução), a coligação anti-francesa na Batalha de Valmy.

O Terror (1792 – 1794)

Internamente, a crise começava a causar divisão entre os próprios revolucionários. Os girondinos, que eram representantes da alta burguesia, defendiam posições moderadas.

Já os jacobinos, que eram representantes da média e da pequena burguesia, constituía o partido mais rebelde, sendo liderado por Maximilien Robespierre.

Sendo assim, foi implantada a ditadura jacobina que introduziu novidades na Constituição como:

  • Voto universal e não censitáro;
  • Fim da escravidão na colônias;
  • Congelamento de preços de produtos básicos como o trigo;
  • Instituição do Tribunal Revolucionário para julgar os inimigos da Revolução;

Nesse período, foram ordenadas a morte, pela guilhotina, de diversas pessoas que não era a favor da revolução.

Consequências da Revolução Francesa

O próprio rei Luís XVI foi morto em 1793. Meses depois a rainha Maria Antonieta também foi guilhotinada. Exatamente por isso essa fase, entre 1793 e 1794, é conhecida como “O Terror”.

Para os ditadores, essas mortes eram uma forma justa de acabar com os inimigos. Essa atitude provocava terror na população francesa que se voltou contra Robespierre e o acusou de tirania.

Diretório (1795–1799)

O período do Diretório foi uma fase que durou cinco anos de 1794-1799. Caracterizava-se pela ascensão da alta burguesia, os girondinos, ao poder. Esse nome foi dado, pois eram cinco diretores que governavam a França neste momento.

Inimigos dos jacobinos, seu primeiro ato é retirar todas as medidas que eles haviam feito durante sua legislação.

Porém a situação era complicada. Os girondinos atraíram a antipatia da população ao revogar o congelamento de preços, por exemplo. Diversos países europeus ameaçavam invadir a França para acabar com os ideais revolucionários.

A própria nobreza e a família real no exílio, buscavam organizar-se para restaurar o trono. Diante desta situação, o Diretório busca o Exército, na figura de Napoleão Bonaparte para conter os ânimos dos inimigos.

Desta maneira, Bonaparte dá um golpe, chamado de “18 Brumário”. Ele instaura um governo mais centralizado que traria paz ao país por alguns anos.

Consequências

  • Durante 1789 a 1799, a França passou por várias modificações políticas, sociais e econômicas.
  • A aristocracia do Antigo Regime perdeu seus privilégios.
  • Sumiram as amarras feudais que definiam as atividades da burguesia, e criou-se um mercado de dimensão nacional.
  • A Revolução Francesa levou a França do estágio feudal para o capitalista. Também mostrou que a população era capaz de condenar um rei.
  • Em 1799, a alta burguesia aliou-se ao general Napoleão Bonaparte, que foi convidado a fazer parte do governo.
  • O objetivo era recuperar a ordem e a estabilidade do país, protegendo a riqueza da burguesia e mantendo-os salvos das manifestações populares.
  • Por volta de 1803 têm início as Guerras Napoleônicas. Foram conflitos revolucionários induzidos pelos ideais da Revolução Francesa que teve como protagonista Napoleão Bonaparte. Foi uma das guerras mais importantes da história.

 

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