Revolta da Chibata – Como Terminou? Quem Participou? Líderes, Resumo

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O que é revolta da chibata?

A Revolta da Chibata foi uma rebelião naval que aconteceu no Rio de Janeiro em 1910. Esse tumulto foi resultado direto do uso de chibatadas por oficiais navais brancos. Esses oficiais utilizavam as chibatadas para punir os marinheiros mulatos e afro-brasileiros.

Nesse período, as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas, fazendo com que somente os marinheiros negros tivessem castigos físicos. Cansados dessa situação, os marinheiros negros se uniram e criaram uma intensa revolta entre os marinheiros.

Causas da revolta

A Revolta da Chibata aconteceu durante o governo Hermes da Fonseca, em 1910 na Cidade do Rio de Janeiro. O motivo da revolta era terminar com ás punições físicas dos marinheiros negros.

Eles levavam chicotadas quando cometiam qualquer tipo de deslize ou até sem motivos.

Os marinheiros que passavam por essas humilhações também tinham outras exigências. As mais relevantes eram a melhora da alimentação e que entrassem em vigor a lei de reajuste de seus honorários, que já havia sido votada pelo Congresso.

Porém, a principal causa da revolta era devido aos constantes castigos nos quais os marinheiros negros eram submetidos.

Já os marinheiros que não davam motivos para serem castigados, eram obrigados pelos seus comandantes a assistirem os castigos aplicados, para que servissem de exemplo, o que causava bastante desconforto.

Os marinheiros se juntavam e ao estampido de tambores levavam o rebelado para a punição. Os mesmos iam sem camisa e com as mãos atadas, dando inicio ao castigo.

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O Início do Revolta

O motim iniciou quando o marinheiro Marcelino Rodrigues levou 250 chibatadas. O motivo das chibatadas era por ter ferido um companheiro da Marinha dentro do navio de guerra denominado Minas Gerais.João Cândido

Durante a confusão, os rebelados assassinaram o capitão do navio e mais 3 militares. Nesse momento, os insurgentes conseguiram a adesão dos marujos da nau São Paulo na Baía de Guanabara.

João Cândido foi o responsável por escrever a carta com as exigências para o fim da revolta. O presidente Hermes da Fonseca percebeu que a revolta não era brincadeira e decidiu ceder as exigências.

Confiando no presidente, os rebeldes entregaram as armas e os navios rebelados. Com o término da revolta, o presidente não cumpriu o acordo e baniu alguns marinheiros que haviam feito a rebelião.

Revoltados com a quebra da promessa, os marinheiros voltaram com a rebelião, inclusive estourando outro levante na Ilha de Cobras.

Vários marujos morreram e outros foram banidos da Marinha. João Cândido foi preso e atirado em calabouço na Ilha das Cobras, sofrendo vários abalos psicológicos.

Em 1912, João Cândido foi inocentado e ficou conhecido como o Almirante Negro, o que de fato terminou com o uso da chibata na Marinha brasileira.

Rebelião

Preparações e prelúdio

Vários tripulantes a bordo de Minas Gerais já planejavam a rebelião antes de 1910, de acordo com João Cândido, que era um marinheiro experiente e logo depois se tornou o líder da Revolta da Chibata.

Com o intuito de terem melhores condições de trabalho e que fosse colocado um fim nas punições á chibatadas, os rebeldes formaram comitês e reuniões secretas, inclusive as reuniões foram expandidas para o Reino Unido.

O objetivo era se capacitar em um rigoroso treinamento para que estivessem preparados para agir quando fosse necessário.

O estopim para o inicio da revolta foi devido as brutais 250 chibatadas no marinheiro Marcelino Rodrigues.

Motim

Com uma porcentagem de aproximadamente 4.000 tripulantes estacionados no Rio de Janeiro, os rebeldes se revoltaram ás 22h de 22 de novembro de 1910.

Eles iniciaram a bordo do Minas Gerais, assassinando o comandante e diversos membros da tripulação. Os tiros a bordo do dreadnought avisaram os outros navios no porto que a revolta havia começado.

À 0h, os rebeldes tinham o São Paulo, o novo cruzador Bahia e o navio de defesa costeira Deodorosob sob controle. Todos esses navios estavam sendo comandados pelo “almirante” João Cândido.

Enquanto os oficiais eram autorizados a saírem dos seus navios, maquinistas e outros tripulantes não tiveram a mesma chance.

A Revolta da Chibata matou vários marinheiros e instaurou uma verdadeira crise dentro da Marinha do Brasil.

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A carta enviada ao presidente dizia que se não acabasse a chibata, os rebeldes destruiriam a Cidade. A carta também ousava em dizer que os navios que não estavam revoltados também seriam destruídos.

Apesar da ameça, os rebeldes não tiverem retorno. A força rebelde seguiu para a Ilha do Viana para abastecer-se de carvão e suprimentos para se protegerem contra as chances de um cerco á longo prazo.

Ao amanhecer, os navios rebeldes disparam contra militares que estavam em torno da Baía de Guanabara. Os rebeldes também dispararam para o arsenal naval e as bases da Ilha das Cobras e da Ilha de Villegagnon, Niterói e do palácio presidencial.  Os navios rebeldes foram bem manejados e comandados durante a Revolta.

O Papel do Congresso Brasileiro

Na tarde do dia 23 de novembro, o Congresso Brasileiro estabeleceu um projeto de lei que concederia anistia a todos os envolvidos e terminaria com os castigos físicos na Marinha.

No Congresso, o senador influente Rui Barbosa patrocinou a causa dos rebeldes, argumentando soluções diplomáticas. O debate foi longo e por unanimidade no dia 25 de Novembro o projeto de lei foi aprovado.

Diversos líderes navais não concordavam com o projeto de lei e continuaram planejando um confronto militar. Fonseca ordenou ataque aos navios rebeldes, porém a armada rebelde não retornou á Baía de Guanabara até que a anistia tenha sido aprovada.

Com a aprovação da anistia, com a ameça de ter um veto derrubado, Fonseca sancionou a anistia. Ás 19h do dia 26 de novembro, após uma série de exigências, os rebeldes aceitaram as disposições relativas á anistia.

ConsequênciasRevolta da Chibata

Os dois dreadnoughts brasileiros foram desarmados com a retirada dos ferrolhos de suas armas.

A revolta e o consequente estado da Marinha, que era incapaz de operar por medo de outra rebelião, levou diversos brasileiros de destaque, incluindo o presidente e políticos a questionarem o uso dos novos navios e a apoiar sua venda a um país estrangeiro.

Já a decisão de conceder a anistia gerou diversas críticas das classes superiores do país. Cerca de 30 marinheiros foram presos acusado de planejar uma nova rebelião.

Demorou 18 meses para que João Cândido se recuperasse e fosse julgado com mais 9 marinheiros por suas ações contra o governo durante as revoltas. Todos foram inocentados, porém dispensados da Marinha.

Para os marinheiros que continuaram ou que estavam se juntando á Marinha, as condições não mudaram de forma imediata. Foi desenvolvido programas de treinamentos, especialmente nas malignas escolas de aprendizado naval. Um programa ambicioso foi planejado em 1911, porém foi arquivado quando uma nova administração foi colocada em prática no ano seguinte.

Curiosidades

João Cândido faleceu como vendedor de peixe no mercado. A sua morte foi em 1969 durante a ditadura militar.

Em homenagem a João Cândido, João Bosco e Aldir Blanc compuseram a música O Mestre-Sala dos Mares.

A música ficou conhecida popularmente através da interpretação de Elis Regina.

A Revolta da Chibata ocorreu na então capital do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara entre 22 a 27 de novembro de 1910.

Mais de 2.000 marinheiros se rebelaram contra os castigos físicos impostos a eles como punição.

A Marinha planejou um ataque aos rebeldes com dois navios menores, mas além de afastá-lo, estes bombardearam as instalações na ilha das Cobras.

Embora o objetivo era colocar o fim dos castigos corporais e melhorar as condições de vida e trabalho, a revolta não apresentou nenhum projeto de transformação social mais amplo.

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