Radiação – O que é? Efeitos, Tipos de Radiação, Nuclear e ionizante


O que é Radiação?

Radiação é a propagação de energia de um ponto a outro no espaço ou em um meio material. Ela pode ser classificada como energia em trânsito e acontece através de uma onda eletromagnética ou de uma partícula. As radiações podem ser enviadas em 3 tipos:

Artificialmente: Usada em procedimentos médicos.

Práticas industriais: Luz de uma lâmpada.

Naturalmente: Luz solar.

As radiações interagem com os corpos, independente do tipo da energia de radiação e do ambiente em que está se propagando. Radiação é tudo que é irradiado, ou seja, enviado em forma de raios para algum lugar.

Tipos de radiação

Radiação ionizante

Ionizante é o nome dado ás radiações de tipo eletromagnético e corpuscular. Esse tipo, ao entrar em contato com a matéria, propicia direta ou indiretamente a formação de iões.


Conforme a quantidade de energia, ela pode ser ionizante (tendo alto nível de energia) ou não-ionizante (tendo baixa energia). Esse tipo possui várias aplicações na vida humana, como:

  • Medicina nuclear (radioterapia);
  • Exames de diagnósticos (raio X);
  • Indústria bélica;
  • Conservação de alimentos;
  • Agricultura;

Toda radiação pode ser prejudicial á saúde, levando em consideração a intensidade e o tempo de exposição.

No caso da ionizante, pode ser ainda mais grave, causando danos ás pessoas e nos animais.

Radiação nuclear

A nuclear, também chamada de radioatividade é um tipo de radiação emitida pela fragmentação de determinados elementos químicos.  Quando um indivíduo fica muito tempo exposto á radiação nuclear, ela pode provocar inúmeras lesões e doenças, como:

  • Queimaduras;
  • Infertilidade;
  • Doenças sanguíneas;
  • Doenças cerebrais;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Mutações genéticas;

Classificação da radiação

Radiação alfa com baixo poder de penetração

Propagação da radiação

A alfa, também conhecida como partículas alfa ou raios alfa, são partículas compostas por 2 prótons e 2 nêutrons, sendo, assim, núcleos de hélio.

A alfa com baixo poder de penetração apresenta carga positiva +2 e número de massa 4. Elas são muito relativas, de modo que podem ser emitidas por elementos, como Hélio-4 e Radônio-222, por exemplo.

Apesar de possuir massa e carga elétrica maior que as demais radiações, ela também é mais energética. Porém possui baixo poder de penetração, fazendo que ela seja barrada por atritos, como uma folha de papel alumínio.

Radiação beta com médio poder de penetração

Também chamado de raios beta, são elétrons, partículas negativas com carga – 1 e número de massa igual a 0.

A beta consegue atravessar o papel alumínio. Porém não é capaz de atravessar a madeira, pois apesar de suas partículas terem maior poder de penetração, elas possuem menos energia que as radiações alfas.

Radiação gama com alto poder de penetração

A radiação gama ou raio gama são ondas eletromagnéticas, onde sua carga e massa são nulas. Elas emitem continuamente calor e possuem a capacidade de ionizar o ar e fazê-lo condutor de corrente elétrica.

A gama é a que mais consegue penetrar, conseguindo atravessar o corpo humano ou uma placa de chumbo. Ela não consegue apenas atravessar uma parede bem grossa feita de concreto ou algo fabricado de metal.

Apesar do alto poder de penetração, essa radiação não possui tanta energia. Mas em compensação conta com bastante radiação, sendo prejudiciais á saúde, provocando mau desenvolvimento das células do corpo. Eles conseguem atravessar tudo o que os raios beta e alfa não conseguem, portanto são os mais perigosos.

Interação da radiação com a matéria

A chance de ocorrer interação da radiação com a matéria depende da energia de existência do fóton, da densidade do meio em que se propaga, da espessura do meio e de seu número atômico.

Os principais episódios de interação da matéria com as radiações eletromagnéticas são:

Efeito fotoelétrico

Acontece com a interação de um fóton com um elétron orbital, transmitindo toda a sua energia para o elétron.

Parte desta é carregada pelo elétron em forma de energia cinética, fazendo com que o fóton desapareça e o átomo seja ionizado, provocando a radiação espalhada.

Efeito Compton

Acontece quando os raios-X transferem parte de sua energia para os átomos alvos.

Nela que o fóton chega a chocar com o elétron. Porém apenas o faz vibrar dentro de seu âmbito, e o fóton continua a se propagar, mas desvia seu caminho e assim sofre um espalhamento, também chamado por radiação espalhada.

Produção de par

É uma forma principal da absorção da radiação eletromagnética que acontece entro o elétron e o prósiton.

Nele os fótons de energia elevada interagem com o campo elétrico nuclear assim que passam perto de núcleos com um valor alto de numero atômico.

Efeitos biológicos da radiação

A absorção da radiação, como a exposição a luz solar, pode provocar desde leves queimaduras até uma insolação.

Uma exposição em doses elevadas, como ocorreu no trágico Acidente nuclear de Chernobil na Ucrânia, pode provocar doenças graves como leucemia no sangue e levar até a morte.

Os efeitos biológicos da radiação podem ser muito distintos de uma pessoa para outra. Isso acontece pois cada tecido biológico responde de uma maneira.

Porém, um mesmo tipo de exposição pode ocorrer em exames diagnóstico, no caso do raio-X, por exemplo e até mesmo no tratamento de radioterapia.

Existem alguns trabalhos que podem ocorrer exposições da radiação, porém deve ser acompanhado para que não ultrapasse do limite determinado.

Os efeitos sofridos por trabalhadores de usinas nuclear, mineradores de urânio e radiologistas, são dores de cabeça, mal estar e chances de desenvolver catarata.

Em alguns casos, quando a exposição ultrapassa o tempo estabelecido, pode ocorrer a diminuição da expectativa de vida.

Isso ocorre, devido ao fato da radiação penetrar nos tecidos vivos, em meio as várias colisões e interações com átomos e moléculas, onde perde a energia, provocando problemas no funcionamentos das células.

Benefícios da radiaçãoRadiação

Ela também oferece benefícios para o ser humano e a solar é uma delas, por exemplo. Trata-se de um meio natural de emissão e é fundamental para que haja vida na Terra, afinal sem a luz do dia, não existiria vida como conhecemos hoje.

Outros benefícios estão associadas a medicina moderna, onde são várias atividades médicas que a utilizam para os seus procedimentos, como:

Radiografia: Serve para avaliar as condições de órgãos e estruturas internas como o pulmão e a coluna, para pesquisar fraturas e para acompanhar a evolução de tumores e doenças ósseas, entre outros.

Radioterapia: Serve para reduzir o tamanho do tumor, hemorragias, dores e outros sintomas, proporcionando alívio aos pacientes.

Medicina Nuclear: Tem, por objetivo, um diagnóstico.

O perigo de um tratamento com radiação é inevitável, por isso os riscos devem ser justificáveis.

Tragédia no Brasil

Em 13 de setembro de 1987, na cidade de Goiânia, a manipulação indevida de um aparelho de radioterapia que continha Césio-137 e havia sido abandonado onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia, provocou um acidente que envolveu centenas de pessoas.

O aparelho foi achado por catadores de um ferro velho local, que pensaram que se trataria de uma sucata. Esse equipamento foi desmontado, causando várias contaminações.

Essa foi considerada a maior tragédia de radiação no Brasil e a maior no mundo fora das usinas nucleares. Foi classificada como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares.

Essa escala vai de 0 a 7, onde o menor número significa um desvio sem risco para a segurança, e o maior número é considerado um desvio muito grande.

Acidente em Chernobil

Em 26 de abril de 1986, na Usina de Chernobil, na Ucrânia, ocorreu o maior acidente nuclear do mundo. Um reator explodiu e liberou uma grande quantidade de fumaça contendo elementos radioativos.

Rapidamente esses elementos se espalharam por toda Europa e União Soviética. O governo Soviético tentou preservar o acidente em sigilo, sem que tivesse evacuação das pessoas nas cidades vizinhas, mas vários habitantes das cidades mais próximas foram infectados e só saíram depois de terem passado horas expostos pela radiação.

Com isso, os demais países identificaram um alto nível de radiação no ambiente e, a partir daí, decidiram ajudar a inibir os efeitos que o acidente poderia provocar.

Diversos países foram infectados com a radiação, entre eles a Dinamarca, Suécia, França e Itália. Esse acidente custou a vida de aproximadamente 4 mil pessoas de acordo com a Organização das Nações Unidas.


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