Racismo – Origem, Tipos de Racismo, “Racismo Reverso”


O que é racismo?

O racismo um preconceito relacionado á raças, etnias ou ás características físicas. Os ofensores se julgam superiores, sejam pelo tom da pele, opiniões, pensamentos, crenças e cultura.

Ele não está associado somente ao preconceito contra os negros. Mas sim, em qualquer discriminação de etnia, sejam asiáticos, índios, brancos e etc.

O racismo no Brasil é crime e está previsto na Lei n. 7.716/1989, não tendo fiança, além de não expirar, portanto quem comete um ato racista pode ser condenado á vários anos.

O racismo também pode ser associado com conceitos como homofobia (preconceito á sexualidade) e xenofobia (aversão a pessoas estrangeiras). Também o bullying (atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos), entre outros termos comentados na atualidade.

Proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), o dia 21 de Março é considerado o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi escolhida em memória ao massacre de 60 mortos na África do Sul relacionados ao racismo nesse mesmo dia.

Conceitos relacionados ao racismo

Eugenia

Eugenia é um termo que foi criado em 1883 por Francis Galton, que tem o significado de “Bem Nascido”. O termo gerou bastante discórdia após o surgimento da eugenia nazista. Denominram o termo como “pureza racial”, que por fim ocasionou o Holocausto.


Desde o surgimento da Eugenia, a mesma causa polêmica em diversos filósofos, sociólogos e historiadores. Pois, existem vários problemas éticos na eugenia, como a discriminação de pessoas por categorias. Ela termina por rotular as pessoas como aptas ou não aptas para a reprodução.

Genética

A palavra raça não determina nenhuma realidade biológica reconhecível no DNA. Portanto não existe nada de inevitável ou genético nas identidades étnicas e culturais, como as conhecidas hoje em dia.

Como todas as raças derivam de um só tronco, o Homo sapiens, o patrimônio hereditário de todos os humanos é igual. Logo, não se justifica o racismo como algo genético. Não existe ser humano superior e inferior, mas sim apenas pessoas diferentes.

XenofobiaPoema sobre racismo

O racismo e a xenofobia, embora sejam diferentes, podem ser  associados em algumas coisas. Pois, isso se dá quando um grupo social começa a ofender outro por motivos repugnantes.

Essa antipatia por um determinado grupo acaba causando um movimento onde o grupo mais poderoso humilha o grupo mais fraco. É exatamente por isso que o racismo e a xenofobia se misturam.

Disgenia

A disgenia é uma forma de racismo com pouca força. Consiste na crença de que a mistura de raças pode gerar pessoas inferiores aos de “raça pura”.

Uma forma atual de racismo acontece contra negros e de indígenas e asiáticos que equivale em negar a identidade mestiça. Impõe que as populações mestiças sejam tratadas como negras, indígenas ou brancas, abdicando sua característica.

Portanto o movimento negro no Brasil não concorda com o termo “Mulato” e nem com o “Movimento Mestiço”. Pois acredita que a mestiçagem é uma ideologia de “embranquecimento”.

Internet

O racismo tem se espalhado pela internet, afinal como muitos dizem, a internet é a “terra de ninguém”. Esse termo tem como objetivo demonstrar a força que a internet tem e o tamanho do seu alcance.

O discurso racista na internet é covarde, pois parte da ideia de que a vitima terá acesso explícito à agressão. Porém, o agressor poderá ser oculto, ficando escondido em sites, blogs, mensagens com perfis fakes e em acessos distintos.

No Brasil, a propagação de ódio racista nas redes é considerado um crime e esse tem sido um dos principais motivos de blogs e sites serem retirados do ar. Assim como o racismo ganha força na internet, nesse mesmo local ele também se espalha e conscientiza o momento em que vivemos.

Misoginia

O preconceito contra a mulher negra tem suas raízes da escravidão, que mesmo tendo sido abolida há décadas, continua influenciando as relações sociais. Esse preconceito teve grande impacto que provocou uma visão autodepreciativa da mulher também no mercado de trabalho.

Com a criação de movimentos feministas e depois de várias lutas as mulheres conseguiram alguns direitos. Porém, ainda existem diversas barreira que devem ser quebradas.

A mulher negra demorou muito para se tornar uma protagonista na televisão. Por exemplo, onde os papéis de destaque ficavam com as mulheres brancas e as negras faziam apenas personagens coadjuvantes e isso se caracteriza uma misoginia.

Tipos de racismo

Racismo Individual

Procedente de atitudes individuais. É manifestado por meio de estereótipos e interesses pessoais.

Racismo Institucional

Consiste em um racismo onde os negros, índios e mulheres, por exemplo, sofrem rejeição de forma direta e indireta proveniente de instituições políticas e econômicas.

Racismo Cultural

Um tipo de racismo que deixa em evidência a superioridade entre culturas existentes, expostas segundo crenças, costumes, línguas e religião.

Racismo Primário

Racismo exposto sem justificativa por base de vivências sociais e psicológicas do ofensor.

Racismo Comunitarista (Diferencialista)

Consiste no racismo fundado no conceito de que raça não é natureza, mas sim cultura. É um preconceito atual manifestado de acordo com as diferenças existentes.

Racismo Ecológico (Ambiental)

È um racismo derivado da distinção da natureza. Como por exemplo, da “mãe terra” provocado pela destruição do meio ambiente, que acaba afetando grupos e baseados na aplicação desigual da legislação.

Racismo em outros países

Africa do Sul

Uma grande demonstração de racismo aconteceu no século XX, a partir de 1948, na África do Sul, quando o apartheid conservou a população africana sob o domínio de um povo de origem europeia. Este regime político racista só terminou através de uma pressão mundial em abril de 1994.

Atualmente na África do Sul acontece um elevado aumento na violência praticada por negros contra brancos, onde em alguns casos, o termo “genocídio branco” é imposto para classificar a gravidade dos atos de ódio cometidos contra a população rural branca.

Alemanha nazista

Alfred Rosenberg criou obras que apoiavam a teoria da superioridade racial, aproveitando o programa político nazismo de Hitler.

No período da Alemanha nazista, além de humilhações, os nazistas usaram a xenofobia associada ao racismo. Inseriram a indivíduos e grupos sociais, atos de discriminação para misturar o povo alemão contra o que era diferente.

Outros atos nazistas estavam ligados à escravização dos povos da Europa oriental e a perseguição aos judeus que faziam com que os nazistas achassem que a raça ariana era superior sobre os demais grupos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o racismo já chegou ao limite, não só na raça negra, mas nos índios, asiáticos e latinos. Até 1965, existiam leis, como as leis de Jim Crow, que não davam uma série de direitos aos cidadãos não brancos.

A discriminação racial também foi confundida com preconceito social em 1820, ode surgiu o termo “white trash”, que significa “lixo branco”, criado por negros para escolher os brancos pobres que competiam com eles por trabalho.

A elite do país Racismo no Brasiljulgava este grupo como “socialmente desajustado”. Já esse grupo tinha o intuito de impedir a procriação de seres inferiores que pudessem contaminar o patrimônio genético humano.

Também já existiu leis que proibiam o casamento inter-racial, onde mesmo que um indivíduo não fosse racista, ele era proibido de casa com alguém de outra raça. Vários negros foram linchados e até queimados vivos sem julgamento nesse período.

Perspectiva jurídica contemporânea no Brasil

Não existe raça, mas sim seres humanos. O que torna o racismo complexo é a dificuldade de determinados grupos em entenderem isso.

Como a educação e diversas campanhas de conscientização não foram suficientes para amenizar e até mesmo resolver o racismo presente na cultura em diversos países, se fez necessário às leis.

Sendo assim, as leis no Brasil foram feitas para que os ofensores possam pagar juridicamente pelo ato em si, para que se conscientize e que essa punição permita que ele não cometa o mesmo erro.

Declarações e leis internacionais contra a discriminação racial

Em 1919, foi criada uma proposta chamada Proposta de Igualdade Racial para incluir uma provisão de igualdade racial no Pacto da Liga das Nações. Ela foi apoiada por várias pessoas e adotada na Conferência de Paz de Paris.

Em 1943, o Japão estimulou a abolição da discriminação racial, na Grande Conferência do Leste Asiático, como forma de promover o respeito aos direitos humanos.

Em 1950, a ONU fez uma declaração assinada por 21 estudiosos, cujo objetivo também era conscientizar a população sobre a “questão racial” e condenar o racismo.

Em 1988, a Constituição Brasileira tornou a prática do racismo crime inafiançável e sujeito á pena de prisão.

Em 2001, a União Europeia proibiu não só o racismo, como diversas outras formas de discriminação social, através da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Nos Estados Unidos a lei favorável ao racismo que durou diversos anos, finalmente foi invertida nas últimas décadas. A discriminação racial se tornou crime em praticamente todos os Estados americanos.

Na França, o artigo 225-1 pune todo o tipo de preconceito racial com pena de três anos de prisão e 45 mil euros de multa.

Na Índia, o sistema de cotas é bastante criticado, pois se assemelha com o racismo. Porém, a posição oficial do governo afirmada numa conferência mundial da ONU, que as questões de casta não são as mesmas do racismo, fazendo parte de uma cultura da Índia. Porém, após algumas castas que são consideradas “inferiores” conseguiram alcançar voz política e tem ajudado a minimizar os efeitos da tradição do país.

De acordo com o novo Código Pena de Portugal, desde 2007 é proibida qualquer forma de discriminação com base na raça ou etnia.

A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia também garante, aos europeus, em seu artigo 21.º, a proibição de qualquer tipo de racismo.

Racismo Reverso

O racismo reverso vem ganhando grande destaque nos últimos anos e consiste no debate da existência de um racismo contra brancos. Ou seja, se trata de quando um negro comete agressividade ou qualquer tipo de discriminação contra pessoas brancas.

O racismo reverso é contraditório. Pois, a existência de racismo pressupõe uma discriminação social que só é possível mediante o estabelecimento de relações de poder e diferenças hierárquicas. Ou seja, o grupo negro não possui poder superior aos brancos. Sendo assim, não pode causar uma situação de opressão, que é o que prevê a atitude racista.


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