Psicologia – Curso, Mercado de Trabalho, Psicologia médica


O que é psicologia?

A psicologia nada mais é do que o estudo das funções mentais do comportamento humano. O seu objetivo é compreender os indivíduos e grupos, tanto no estabelecimento de princípios universais como também pela análise de casos mais específicos.

O objetivo mais amplo da psicologia, como um todo, é um benefício para a sociedade de uma forma geral.

Mercado de Trabalho

Os conhecimentos de um psicólogo são construídos sobre métodos de tratamento e avaliação de psicopatologias, bem como na compreensão dos problemas humanos. Mesmo assim, a maioria dos profissionais da área atuam em papeis terapêuticos. Isso pode ocorrer na terapia clínica ou no aconselhamento psicológico.

Veja as principais áreas de atuação de um psicólogo:

  • Psicologia clínica
  • Psicologia hospitalar
  • Psicologia esportiva
  • Psicologia profissional
  • Psicologia jurídica e social
  • Psicologia de trabalho
  • Treinamentos
  • Gestão de pessoas

Existem outros, ainda, que se dedicam aos estudos e pesquisas de comportamentos e processos mentais. Isso é bastante típico nos departamentos psicológicos de universidades.


Vale lembrar que para atuar na área, é preciso mais do que a formação em psicologia. Isso porque também é preciso estar devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia.

Curso

O curso de psicologia tem duração de 5 anos e conta com diferentes etapas. Uma delas, e que é muito importante, é o estágio obrigatório.

Nessa fase, o estudante que já está quase se formando atua em campo. Então, ele participa de triagens, ajuda nos diagnósticos, acompanha as atividades do profissional responsável e muitas outras coisas.

Perspectivas históricas

Estruturalismo

Wundt se dedicou de forma verdadeira à criação de uma base científica para essa nova ciência. Ele fazia diversos experimentos que poderiam ser replicados por outros estudiosos.

Para seguir fiel ao que acreditava, realizou muitos estudos de reações simples à estímulos feitos em condições controladas.

Edward Titchener veio a chamar o seu método de trabalho de Estruturalismo, divulgando-o pelos EUA. Seu foco era principalmente sobre as sensações, na estrutura consciente da mente.

No entanto, como não poderia ser diferente, seu método recebeu algumas críticas, que questionavam suas nuances.

Funcionalismo

WIlliam James e Titchener concordavam a respeito do objetivo da psicologia. Para qilliam os estudos não podiam se limita a uma simples descrição de elementos. Muito menos a definição de estruturas e conteúdos.

Para ele, a mente consciente estava constantemente em fluxo e interagindo com o ambiente. Justamente por isso, voltou a sua atenção a função que os processos mentais conscientes tinham.

Ele entendia que as vontades, emoções, experiências religiosas, valores e místicas fazem cada pessoa ser única.

Gestalt, ou psicologia da forma

A psicologia da Gestalt foi uma reação importante ao funcionalismo e ao nascimento do comportamentalismo. Os representantes dessa reação foram Kurt Koffka Max Wertheimer e Wolfgang Köhler.

Essa vertente defende que os acontecimentos psíquicos só poderão ser compreendidos se vistos como um todo, e não como elementos isolados.

O legado dos primórdios

Tanto o estruturalismo como também o funcionalismo e a gestal ajudaram de forma muito significativa a determinar o rumo que a psicologia seguiria posteriormente, mesmo sendo consideradas perspectivas já ultrapassadas.

Atualmente, os psicólogos visam compreender tanto a função com as estruturas do comportamento. Isso vale também para os processos mentais absolutos.

História da Psicologia no Brasil

Para iniciar, é importante ressaltar de desde o Brasil Colônia já havia uma certa preocupação a respeito de fenômenos psicológicos. No entanto, não é possível afirmar que isso se tratava da psicologia propriamente dita.

Como o homem é o criador e personagem no desenvolvimento das ideias, pode elaborar e criar ideias psicológicas, entre outras coisas. Assim, se entende que a psicologia no Brasil teve seu início como ideias. Só depois é que virou ciência.

Massimi (1990), tem uma pesquisa que mostra que comportamentos psicológicos se desenvolveram com o tempo em diversas culturas. O estudo é denominado “História das ideias psicológicas”.

Então, analisando o período colonial, ela aponta que foram produzidos temas importantes. Esses temas eram relevantes no que diz respeito a práticas psicológicas e conhecimento.

Psicologia médica

A perspectiva psicodinâmica

De acordo com a perspectiva da psicodinâmica, existe uma série de forças internas que motiva e move o comportamento. Essas forças procuram a dissolução das tensões que existem entre instintos e pulsões.

Sendo assim, o comportamento tem como objetivo conseguir diminuir a tensão interna existente.

A origem dessa perspectiva está nos estudos de Sigmund Freud, em pacientes psiquiátricos. No entanto, ele acreditava que os mesmos parâmetros valiam para o comportamento normal.

O modelo de Freud era reconhecido por que enfatizava a natureza humana, que nem sempre é racional. Essas ações podem ter motivação em fatores que não são acessíveis à consciência.

Freud também dava uma grande importância à infância, considerando-a base para a formação de uma personalidade.

Vários autores posteriores ampliaram essa teoria original. Isso influenciou fortemente a psicologia atual.

A perspectiva analíticaPsicologia curso

No que diz respeito a perspectiva analítica da psicologia podemos citar Carl Gustav Jung. Ele foi o responsável pelo desenvolvimento do sistema denominado incialmente de “Psicologia dos Complexos”. Posteriormente, o nome passou a ser “Psicologia Analítica” por causa do seu contato direto com os pacientes.

Usando estudos de sonhos e desenhos e se valendo do conceito de “complexos”, essa corrente busca entender os meios utilizados pelo inconsciente para se expressar.

Nela, o inconsciente pessoal nada mais é do que material reprimido e de complexos. Já o inconsciente coletivo é feito da tendência de se sensibilizar com símbolos que tocam sentimentos mais profundos que são de apelo universal.

A perspectiva comportamentalista

Essa perspectiva, como o nome já diz, a procura é por explicar o comportamento estudando as relações funcionais de forma independente que acontecem em eventos ambientais e fisiológicos.

Assim, o pesquisador dirige sua atenção para as condições ambientais na qual o paciente se insere. Analisa também as reações que o mesmo tem nessas condições e as consequências que essa reação gera.

os que seguem essa corrente veem o comportamento como uma relação de interação na qual ocorre uma transformação mútua. O indivíduo e o ambiente que o rodeia mudam, sendo que os padrões são selecionados de forma natural em função da sua adaptação.

Essa é basicamente uma adaptação da teoria evolutiva da Darwin, que contempla três níveis de seleção:

  • Filogenético – que são os comportamentos adquiridos historicamente na seleção de espécies.
  • Ontogenético – que são os comportamentos adquiridos pela vivência individual.
  • Cultura – que se restringe à espécie humana e diz respeito aos comportamentos regulados por regras. São estímulos verbais acumulados e transmitidos por gerações através da linguagem.

A análise do comportamento é baseada em experimentos empíricos, que são controlados e com alta rigorosidade metodológica.

Ela consegue de destacar das demais correntes da psicologia porque não se fundamenta em abordagens unicamente teóricas. Nem mesmo pela rejeição de um modelo de pensamento dualista, que age dividindo a formação humana em corpo físico e mente.

Vale lembrar ainda que as práticas terapêuticas que derivam destes estudos são consideradas, cientificamente, as mais eficientes e reconhecidas.

A perspectiva humanista

Surgiu anos 50 desse século (XX) a perspectiva existencial-humanista da psicologia. Ela procura ver o homem como um indivíduo autônomo e ativo. Esse ser busca de forma consciente o crescimento e desenvolvimento próprio, possuindo uma tendência a auto realização.

Para buscar conhecimento para uma abordagem, a perspectiva humanista faz um estudo biográfico de indivíduo. Com isso, é possível entender a maneira como a pessoa vive a sua existência e compreende a própria experiência.

A perspectiva humanista visa um entendimento mais universal do ser. Diferentemente da perspectiva comportamentalista que dá mais valor a observação externa.

A perspectiva cognitiva

A perspectiva cognitiva foi nada menos do que uma reação teórica que houve em relação às limitações vistas no comportamentalismo, visto que ele excluía a investigação psicológica.

Nessa perspectiva, o principal foco é o pensamento humano e todos os demais processos que são baseados no conhecimento, tais como:

  • Memória
  • Atenção
  • Compreensão
  • Tomada de decisões
  • Recordação
  • Linguagem e outros.

Assim, o objetivo é remodelar o pensamento do paciente usando a reflexão, a retórica e a reorganização de crenças. Com isso, é possível adequá-lo novamente à realidade.

Além disso, essa vertente procura compreender os processos que influenciam cada comportamento. Isso é a capacidade que o ser tem de imaginar possibilidades antes de decidir algo, de agir, de descobrir novos rumos e de criar imagens sobreo mundo que o cerca.  Tudo isso influencia os seus processos cognitivos.

Então, mesmo tendo uma influência forte do comportamentalismo,essa perspectiva retoma as bases mais convencionais de outras correntes psicológicas. Isso porque afirma que há uma dicotomia entre os processos comportamentais e mentais, mesmo que reconheça que são independentes.

A perspectiva evolucionista

Essa perspectiva se inspira na teoria evolutiva para explicar como se desenvolve o comportamento e as capacidades mentais, sempre como forma de se adaptar ao ambiente.

Como recorre a acontecimentos passados há milhões de anos, não é possível realizar estudos para comprovar essa teoria da psicologia. No entanto, eles contam com sua capacidade de observar e com o conhecimento que foi adquirido por outras áreas, como antropologia e arqueologia.

A perspectiva sociocultural

No ano de 1927, Bronislaw Malinowski, um antropólogo, passou a criticar a psicanálise de Freud, visto que não era voltada para a cultura ocidental.

Sendo assim, a perspectiva sociocultural tem como seu cerne a expansão da compreensão humana para além dos horizontes que caracterizam uma cultura.

A pergunta principal é: no que as pessoas de diferentes culturas se assemelham no que tange aos processos mentais e comportamento? E no que elas se diferenciam? Os conhecimentos psicológicos são validos em culturas diferentes?

Tudo isso é analisado e questionado a fim de que seja possível entender as diferenças presentes entre as subculturas.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre a psicóloga, suas vertentes, estudos e principais estudiosos. Aproveite!


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