Nazismo – Base Filosófica, Características, Nazismo e Fascismo


Origem do nazismo

O nazismo nada mais é do que um movimento nacionalista, belicista e imperialista ideológico. Segue os moldes do fascismo italiano, tendo Adolf Hitler como seu principal líder e idealista.

O nazismo, que era denominado Nacional-Socialismo, era associado com grupos de extrema-direita. Tais como, o Partido Nazista e o Estado Nazista.

O nazismo teve seu desenvolvimento a partir de ideias pangermânicas, provenientes do movimento nacionalista alemão, bem como de grupos paramilitares anticomunistas que surgiram depois que a Alemanha foi derrotada na Primeira Guerra Mundial.

Base filosófica e características

Embora a raça fosse um fator importantíssimo para os nazistas, a raiz da sua ideologia era um pouco mais profunda. Eles buscavam legitimar seus pensamentos e ações em diversas obras, principalmente uma bastante polêmica e considerada bastante discutível dos pensamentos de Friedrich Nietzsche e da tradição romântica do século XIX.

A essência do nazismo: totalitarismo e racismo

Tanto o fascismo como o nazismo tem a sua essência no totalitarismo, principalmente na ideia de controle totalitário. Isso é, ter o Estado no controle de tudo.

No entanto, para que isso aconteça, seria preciso realizar uma homogeneização da sociedade. Seria necessário o uso de diversas formas de controle social envolvendo o medo de forma exagerada.


O que se cria é uma sociedade onde todos vigiam todos e isso causa uma grande intimidação. Cada indivíduo se torna ouvidos e olhos do Führer na construção desse modelo de sociedade.

Foram determinantes para esse processo a mobilização das massas e as diversas atividades físicas que aconteceram.

Assim sendo, para que fosse possível controlar tudo o nazismo agia instigando e exaltando o extremo nacionalismo. Normalmente agia em associação às rivalidades com países ameaçadores, criando a ideia de um inimigo externo poderoso, que era útil para unir a sociedade.O que é nazismo?

No entanto, não bastavam os inimigos para obter o nível desejado de ultranacionalismo. Para isso, era importante criar inimigos internos, que fossem sorrateiros e conspiradores. Esse papel foi dado ao comunismo e aos comunistas pelo fascismo e aos judeus pelo nazismo, que posteriormente perseguiu também os povos eslavos e os ciganos.

O papel da ideologia da superioridade racial no Nazismo

Hitler nasceu como cidadão do Império Austro-Húngaro. Segundo o livro Mein Kampf , suas teorias foram feitas através de uma observação minuciosa do mesmo.

Ele ainda considerava que a democracia era uma força desestabilizadora. Pois, dava o poder nas mãos de minorias étnicas, que enfraqueciam o Império. Isso era completamente diferente da ditadura que tinha o poder nas mãos dos indivíduos intelectualmente mais favoráveis.

Segundo o nazismo, a nação é a máxima criação de uma raça. Por consequência, grandes nações tendem a ser grandes raças, sendo que essa teoria afirmava que esse nível poderia ser alcançado através do poder intelectual e militar, dando origem a uma sociedade civilizada e racional.

Teoria econômica

O nazismo defenda também que o Estado intervisse fortemente na economia para que fosse possível manter o capitalismo. Assim, evitariam que uma profunda crise possibilitasse a ascensão do comunismo, como havia acontecido na Rússia em 1917.

Sendo assim, o nazismo é uma ideologia que é totalmente contrária ao liberalismo econômico e ao livre mercado..

A política econômica

Os nazistas tinham uma política econômica que se preocupava bastante com assuntos domésticos e, separadamente, com as ideias da economia internacional. A economia doméstica tinha três objetivos principais:

  • Eliminar a hiperinflação
  • Eliminar o desemprego
  • Expandir a produção de bens de consumo para que fosse possível melhorar a vida de classe baixa e média.

Tudo isso tinha como objetivo contrariar os pontos vistos como defeito na República de Weimar, solidificando o apoio da classe doméstica ao partido, conseguindo bastante sucesso nisso.

Nessa fase o PIB alemão apresentou uma média de crescimento anual de 9,5% e de crescimento da indústria de 17,2%. No entanto, há quem afirme que essa expansão foi uma consequência de medidas já tomadas na República de Weimar, não tendo relação com as ações nazistas.

No entanto, vale ressaltar que a economia realmente cresce. Quanto a isso não se têm dúvidas, visto que o controle da inflação permitiu que a moeda se valorizasse muito.

Com essa expansão houve um avanço na economia alemã, que saiu da depressão profunda em direção ao pleno emprego em apenas 4 anos, tendo um aumento de 18,7% no consumo público e 3,6% no privado por ano.

Similaridades econômicas entre o nazismo e socialismo

O socialismo que conhecemos hoje teve origem a partir do século XVIII, através de um movimento político e intelectual da classe trabalhadora que criticava fortemente a propriedade privada e a industrialização.

Em seu princípio o termo socialismo era referente às preocupações por causa dos problemas socais do capitalismo, independente de sua solução. No entanto, ao fim do século XIX, ele passou a significar a oposição ao capitalismo.

Existe uma controvérsia entre o sistema econômico socialista e o nazista. Diferentes autores fazem referência ao nazismo como se fosse uma forma de socialismo. Eles apontam para a estabilização da sociedade e para a retórica nazista, visto que em ambos o governo intervinha a fim de controlar a atividade produtiva.

Vale lembrar ainda que o próprio Hitler chegou a afirmar em alguns discursos que o nazismo era uma vertente do socialismo, mas não na forma do tradicional socialismo marxista e sim uma interpretação do mesmo.

O anticapitalismo nazista

Uma das crenças dos nazistas era a de que o capitalismo causava prejuízos para as nações por causa do controle das finanças internacionais, pela influência dos judeus e pelo domínio da economia por grandes empresas.

Justamente por isso que diversos cartazes nazistas foram espalhados por bairros mais populares a fim de exaltar o anticapitalismo.

O líder do nazismo, Hitler, expressou diversas vezes o seu profundo e intenso desprezo pelo capitalismo. Ele chegou a acusar esse sistema de fazer das nações suas reféns para benefício de uma classe de parasitas.

Sendo assim, ele era contra a busca pelo lucro desenfreado e a economia de mercado, objetivando políticas que fossem capazes de respeitar o benefício público.

O anticomunismo nazista

Alguns historiadores afirmam que os partidos fascistas e nacionalistas foram um dos poucos da Alemanha pós-Primeira Guerra Mundial a disputar pela liderança do anticomunismo alemão.

Os nazistas ainda afirmavam que o comunismo poderia ser perigoso visto a sua intenção de apoiar as lutas de classe e dissolver a propriedade privada, bem como por sua agressividade contra a classe média e contra pequenos empresários.

Isso porque o nazismo era totalmente contra a luta de classes e o igualitarismo. Ele incentiva uma sociedade com classes sociais bem definidas.

Nazismo e fascismoNazismo e Fascismo

O termo nazismo é comumente utilizado como sinônimo de fascismo e isso é um erro. No decorrer do tempo o nazismo incorporou diversos elementos e ideais do fascismo, tendo a ditadura como principal semelhança, porem são sistemas políticos distintos.

Mussolini, por exemplo, fundador do fascismo, não tinha ideias antissemitas até se aliar a Hitler, que apresentava ideias racistas desde o princípio.

Nazismo e romantismo

O nazismo, segundo Bertrand Russell, vem de uma tradição diferente da do comunismo e do capitalismo liberal. Por isso, para entender determinados valores do nazismo, é importante explorar certas ligações sem tornar trivial esse movimento, como ele era no seu auge e 1930.

Há quem afirme que o ponto antissemita adotado por Hitler no nazismo já era algo muito comum em outros locais, em medidas e proporções diferentes e que o líder nazista fez isso para alcanças popularidade no seu movimento.

Nazismo e religião

Podem ser consideradas complexas e controversas as relações do nazismo com o cristianismo. Mas, nas igrejas protestantes, os ideais nazistas foram bem acolhidos.

O fato é que o nazismo procurou se identificar com o patriotismo alemão, o que fez com que certas personalidades protestantes votassem a favor deles.

Já com os católicos a atitude foi um tanto diferente desde o início. Pois, ficaram alarmados com o conteúdo racista presente no livro “Minha luta” escrito pelo líder nazista, entre outros.

Isso porque nesses livros os arianos surgem como raças superiores defendendo a pureza ariana como algo de primeira necessidade. Com isso os católicos contrapunham que a essência do Evangelho era justamente a de acabar com as barreiras entre gentílicos e judeus.

Nazismo e paganismo

Foi por causa do nazismo que ocorreu a mais importante manifestação do paganismo no século XX. Surgiu, nos EUA, e 1934, uma denúncia da componente pagã do nazismo depois que Hitler venceu e tomou o poder, bem como o livro “Nazismo: um assalto à civilização”.

Esse livro relatava que no dia 30 de julho do ano de 1933, se reuniram mais de 10 mil nazistas para fazer a declaração de que queriam tornar “a origem germânica a realidade divina”, restaurando o poder de deuses teutônicos como Freia, Odin e Baldur no lugar de cristo.

O que aconteceu foi que no decorrer do ano de 1936 os líderes nazistas começaram a deixar a cristandade alemã de lado.

Vítimas religiosas

Os nazistas tinham como intuito aniquilar os judeus e também exterminar as testemunhas de Jeová, erradicando a sua religião. Algumas Testemunhas de Jeová recebiam a oferta para trocar a sua liberdade pela renúncia à sua fé e para denunciar outros que eram praticantes da mesma crença. Mas, a maioria preferiu se manter presa do que renunciar a fé.

 


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