Energia Eólica – O que é? Como Funciona? Vantagens e Desvantagens

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A energia eólica, gerada pelo vento, representa atualmente 5,4% de toda a energia gerada no Brasil. Essa quantidade é suficiente para abastecer uma área com cerca de 30 milhões de pessoas. Essa quantidade equivale a aproximadamente duas vezes a população do Rio de Janeiro, que conta com mais de 16 milhões de habitantes.

Segundo a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) a representação dessa fonte energética pode representar cerca de 12% da geração de energia do país até 2020.

O que é energia eólica?

Energia eólica trata-se da alteração da energia gerada pelo vento para energia útil. Essa modificação é possível através da utilização de aerogeradores, que produzem eletricidade necessária para transformar a ação do vento em energia produtiva e passível de ser consumida. Vale ressaltar que a energia eólica é uma opção aos combustíveis fósseis, portanto, é renovável e pode estar sempre à disposição.

Como funciona a energia eólica?

Para que seja gerada energia eólica é necessário que os ventos sejam modificados. E isso só é possível por meio de um equipamento chamado aerogerador – também conhecido como turbina eólica.

O aerogerador funciona de forma parecida com um moinho de vento. As massas de vento são transformadas pelos movimentos que o aparelho dá ao vento, gerando energia mecânica, que posteriormente se transforma em elétrica.

No aerogerador, o vento se movimenta entre espécies de pás, que fazem girar o rotor, transmitindo a rotação ao gerador. O gerador, então, converte essa energia mecânica em elétrica.

Componentes do aerogerador para produzir energia eólica

Os componentes do aerogerador são:

  • Pás: apanha o vento e converte a sua potência ao centro do rotor. Essas pás geralmente são fabricadas de forma artesanal com materiais como fibras de vidro ou plástico.

O designer das pás são parecidas com asas de aviões e seguem as mesmas técnicas utilizadas pela Aeronáutica.

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  • Rotor: parte do aerogerador que fixa as pás e faz movimentos de rotação lento para girar o vento. Conta com um sistema hidráulico, que ajuda no movimento das pás em diferentes posições para aumentar a força dos ventos.
  • Torre: responsável por sustentar o rotor na altura adequada para o funcionamento do aerogerador. A maioria das torres são fabricadas em aço ou concreto.Energia Eólica
  • Nacele: trata-se de uma espécie de compartimento que fica localizado no alto da torre e é composto por uma caixa com mancais, controle eletrônico, freios e um sistema hidráulico. Pode pesar mais de 70 toneladas.
  • Caixa de transmissão: é a parte responsável pelas rotações que as pás fazem ao eixo do gerador.
  • Gerador: é a parte que faz a conversão da energia mecânica em energia elétrica.
  • Anemômetro: parte que realiza a medição da intensidade, direção e velocidade do vento. Essas ações são registradas pelo sistema de controle, garantindo o posicionamento mais adequado da turbina.

Energia eólica na antiguidade

As primeiras utilizações de energia eólica na História usavam bombeamento de água e moedura de grãos através de cataventos. Isso data por o ano de 200 A.C, na Pérsia. Tratava-se de uma espécie de moinho de vento de eixo vertical que, cujo uso começou a se expandir pelo mundo islâmico, sendo usado por séculos.

Na Europa, a utilização dos cataventos aconteceu, provavelmente, nas épocas das Cruzadas, há mais de 900 anos. Os cataventos foram bastante usados na região. Esses antigos equipamentos foram empregados até o século XII.

Depois disso surgiram os moinhos de vento horizontais na França. Inglaterra, Holanda, entre outros países. Conhecidos como moinhos de vento “holandês”, rapidamente invadiram diversos países europeus.

Pesquisadores apontoam que o primeiros moinhos de vento para a produção de óleos foram usados em 1582. Já em 1586 foi construído o primeiro moinho para a fabricação de papel.

No final do século XVI, apareceram os moinhos de vento voltados para serrarias e processamento de madeira no Mar Báltico. E em meados do  século XIX, já haviam 900 moinhos funcionando.

O emprego do catavento com diversas pás destinados ao bombeamento de água começaram a ser utilizados nas áreas rurais. Acredita-se que a partir da segunda metade do século XIX mais de 6 milhões de cataventos já existiam nos Estados Unidos.

Vantagens da energia eólica

As principais vantagens da energia eólica para a sociedade são:

  • Trata-se de uma energia inesgotável;
  • Não há emissão de gases poluentes ao meio ambiente;
  • Não gera resíduos;
  • Redução da emissão de gases que contribuem com o efeito estufa.

Já as vantagens para as comunidades onde existem os Parques Eólicos são:

  • Geração de emprego;
  • Geração de investimento local;
  • Benefícios financeiros.

As vantagens da energia eólica para o Estado são:

  • Redução da dependência da energia exterior;
  • Redução da dependência de combustíveis fósseis;
  • Redução de custos em razão da menor obtenção de direitos de emissão de CO2;
  • Forma barata de energia, podendo competir com formas tradicionais de outras fontes energéticas.

As vantagens para os Produtos de energia eólica são:

  • Fato de os aerogeradores não precisarem de abastecimento com combustíveis;
  • Aerogeradores necessitam de pouca manutenção. A revisão é feita apenas a cada 6 meses;
  • Alta rentabilidade de investimento.

Desvantagens da energia eólica

Complexo Eólico Alto Sertão
Complexo Eólico Alto Sertão – BA

Já as desvantagens da energia eólica são:

  • Necessitam de grandes extensões de espaços;
  • Impacto negativo visual;
  • Impacto negativo  sonoro;
  • Impacto negativo sobre a fauna;
  • Interferência na radiação eletromagnética.

Energia eólica no Brasil

O Brasil emite cerca de 9,5 gigawatts de energia eólica por ano. Essa medição corresponde a mais de 5% de toda a energia produzida pelo país. Atualmente, há cerca de 167 parques eólicos distribuídos pelo Brasil. É na região Nordeste e Sul que se concentram a maior parte dos parques eólicos do Brasil.

Confira os principais parques eólicos do país:

  • Complexo Eólico do Alto do Sertão I (Caetité, Guanambi e Igaporã – BA). Capacidade instalada: 293,6 MW;
  • Parque Eólico Giribatu (Santa Vitória do Palmar – RS). Capacidade instalada: 258 MW;
  • Parque Eólico de Osório (Osório – RS). Capacidade instalada: 300 MW;
  • Complexo Eólico Desenvix Bahia (Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra – BA). Capacidade instalada: 95,2 MW;
  • Parque Eólico Sangradouro (Arroio Sangradouro – RS). Capacidade instalada: 50 MW;
  • Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 (Tramandaí – RS). Capacidade instalada: 70 MW;
  •  Parque Eólico Enacel ( Aracati – CE). Capacidade instalada: 31,5 MW;
  • Parque Eólico Giruá ( Giruá – RS). Capacidade instalada: 11 MW;
  • Parque Eólico Beberibe (Beberibe -CE). Capacidade instalada: 25,6 MW;
  • Parque Eólico Cabeço Preto (João Câmara – RN). Capacidade instalada: 19,8 MW;
  • Parque Eólico Lanchina (Tenente Laurentino Cruz -RN). Capacidade instalada: 28 MW;
  • Complexo Eólico Calango (Bodó -RN). Capacidade instalada: 150 MW;
  • Parque Eólico Volta de Rio (Acaraú – CE). Capacidade instalada: 42,4 MW;
  • Parque Eólico Bons Ventos (Aracati – CE). Capacidade instalada: 50 MW;
  • Parque Eólico de Praia Formosa (Camocim – CE). Capacidade instalada: 104,4 MW

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